Abstract:
O presente artigo apresenta estudo de caso consciencioterápico
sobre a remissão da sensação de menos-valia, compreendida enquanto
resultante de mecanismo de funcionamento patológico centrado na
preservação deturpada da autoimagem. Objetiva analisar a contribuição
de trafores conviviológicos, especialmente benignidade, autoconfiança
e fraternismo, na desarticulação da insegurança, da arrogância e da autocobrança,
e na instalação de padrão homeostático. A metodologia fundamentou-
se na autopesquisa, na autobiografia consciencial, na autochecagem
pensênica, na análise de vivências do labcon e em atendimentos
consciencioterápicos, contextualizados pela recéxis da radicação em Foz
do Iguaçu (PR). O autodiagnóstico evidenciou que situações interpretadas
enquanto ameaças à autoimagem desencadeavam insegurança, arrogância,
retração afetiva e defasagem energética, culminando na autopercepção
de insuficiência pessoal. Como estratégia de autenfrentamento,
o redirecionamento da intenção para a interassistencialidade e o exercício
continuado do fraternismo favoreceram a força presencial, a sustentabilidade
energética, a qualificação da convivialidade e maior lucidez
quanto ao amparo extrafísico. Constatou-se que a ativação deliberada de
trafores conviviológicos atua enquanto recurso autoconsciencioterápico
apto a identificar precocemente, interromper e substituir automatismos
nosográficos para a qualificação da convivialidade.
Description:
O presente artigo apresenta estudo de caso consciencioterápico
sobre a remissão da sensação de menos-valia, compreendida enquanto
resultante de mecanismo de funcionamento patológico centrado na
preservação deturpada da autoimagem.